Oswaldo Eustáquio
APPA retoma operações no Corredor de Exportação após vistoria do Ministério do Trabalho
ASSCOM APPA

As operações no Corredor de Exportação do Porto de Paranaguá foram retomadas na tarde dexta sexta-feira (18).  A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) informa que paralisou as atividades do Corredor de Exportação do Porto de Paranaguá para a realização da inspeção do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) nas chamadas áreas do ‘Eixo Comum do Corredor de Exportação’, conforme descrito na Ordem de Serviço 074-2018, publicada nesta sexta-feira (18). A paralisação era necessária para a plena verificação por parte dos fiscais do ministério.

A mesma O.S. determinou as normas de segurança que devem ser seguidas para evitar situações de risco e apontou os ajustes que já foram realizados – como a instalação de grades de proteção, isolamento dos acessos às correias transportadoras e telas de proteção sobre os eixos.

De acordo com nota enviada pela APPA, ao final da vistoria e conferência por parte do MTE das medidas adotadas, realizada nesta sexta-feira(18), as atividades do Corredor de Exportação foram retomadas normalmente.

Porto de Paranaguá foi interditado por grave risco aos trabalhadores
ASSCOM APPA

O corredor de exportação do Porto de Paranaguá está interditado desde a tarde desta quinta-feira (17) por risco grave e iminente aos trabalhadadores. A decisão foi tomada pela própria APPA após uma vistoria realizada pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O Eixo Comum do Corredor de Exportação é responsável por 35% de toda carga que passa anualmente pelo Porto de Paranaguá.

A equipe de auditores do Ministério do Trabalho e Emprego ficaram horrorizadas com o grave risco ao trabalhador, sobretudo no acesso as correias do Porto de Paranaguá, que de acordo com o flagrante dado pelos auditores permanecem em operação enquanto os trabalhadores estão trafegando pelo local. Não havia controle de acesso adequada para saber quais trabalhadores entravam ou saiam da área de risco, tampouco barreiras fiscais ( portões) adequados as normas do MTE.

 A paralização afetou diretamente 11 terminais interligados diretamente  ao Porto e centenas de trabalhadores estão de braços cruzados. Esses terminais são responsáveis por atender milhares de empresas que utilizam o Corredor de Exportação do Porto de Paranaguá para escoar a safra agrícola do estado do Paraná e parte do Mato Grosso do Sul. 

A paralização foi realizada por iniciativa do superintendente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (APPA), Lourenço Fregonese, por meio da ordem de serviço 073/18 para tentar sanar os problemas para evitar uma bloquieio geral das operações por determinação do Ministério do Trabalho e Emprego que já informou o Porto que devido aos graves riscos ao trabalhador pode tomar medidas mais drásticas. A informação sobre a interdição não foi divulgada pelo Porto de Paranaguá. A reportagem do Agora Paraná teve acesso a ordem de serviço de interdição e entrou em contato com a Assessoria de Comunicação da APPA que confimou a inforção e informou que na manhã desta sexta-feira, auditores do MPT estão fazendo inspeção nas melhorias feitas pela APPA para avaliar se liberam as operações no Corredor de Exportação no Porto de Paranaguá. 

 

 

Diretora de Hospital e dois enfermeiros são afastados por corrupção em Toledo

Em Toledo, no Oeste paranaense, a Justiça determinou o afastamento provisório da diretora de um hospital da cidade e de dois enfermeiros. A decisão, em caráter liminar, atende pedido do Ministério Público do Paraná, por meio da 4ª Promotoria de Justiça da comarca, que tem atribuição na área de proteção do patrimônio público. A Promotoria conduz a Operação Dolce Lavoro, que apura crimes relacionados à adulteração de dados de registro de frequência (ponto) de servidores públicos municipais da área da saúde para pagamentos indevidos de salário, incluindo horas extras, dentre outras irregularidades. A investigação prossegue em caráter sigiloso.

O afastamento dos servidores municipais foi determinado pelo Juízo da 1ª Vara Criminal de Toledo. No pedido liminar, o MPPR sustentou que a permanência dos investigados no serviço público poderia ocasionar prejuízo à investigação, o que foi acolhido pelo Judiciário. Com a decisão, os requeridos também estão proibidos de comparecer às dependências da sede da Prefeitura Municipal de Toledo, da Secretaria de Saúde de Toledo e no Núcleo Integrado de Saúde Dr. Jorge Milton Nunes, bem como de manter contato com testemunhas que já foram ou ainda serão inquiridas pelo Ministério Público.

Prefeito de Cascavel tem o maior índice de aprovação do Paraná

Um levantamento feito pelo Jornal Agora Paraná junto aos principais Institutos de Pesquisas do Paraná revela que o prefeito de cascavel, Leonaldo Paranhos tem o maior índice de aprovação do estado. De acordo com pesquisa realizada pelo Instituto Data Sonda a aprovação do governo Paranhos pelos cascavelenses é de 83,1%. A reportagem teve acesso também a pesquisas de outros insitutos realizadas em Paranaguá, Ponta Grossa, Curitiba, Londrina e Maringá. 

O diretor do Instituo, Jorge Sonda disse a reportagem que entre cinco grandes cidades que seu Instituto fez a pesquisa, o prefeito de Cascavel Paranhos é o que tem o maior índice de aprovação. Ele atribui esses números ao fato de Paranhos ser um prefeito próximo ao povo

“Ele tem um bom equilíbrio entre gestão e política. Consegue fazer política e estar presente na comunidade sob o ponto de vista das políticas públicas. O Paranhos vai conferir as obras pessoalmente. Para ele não tem sábado nem domingo. Tem sido um prefeito presente para o povo, atuando de forma concreta e permanente. Tudo isso somado a sua forte atuação nas redes sociais, contribuiu para o seu alto índice de aprovação”, disse Jorge Sonda.

Paranhos foi eleito prefeito de Cascavel em 2016 quando venceu a eleição no primeiro turno. Questionado pela reportagem, Paranhos disse estar feliz com sua aprovação. E que isso é um combustível para trabalhar cada dia mais. Ser prefeito de cascavel sempre foi um sonho de Paranhos. O sonho virou realidade. Paranhos nasceu na cidade de Paraíso do Norte. É filho da "Dona Preta". Quando o filho saiu de casa, ainda jovem, a mãe o fez jurar que nunca usaria drogas, bandeira que Paranhos carrega até hoje. 

 

Jorge Lange entre a cruz e a espada

O vice-prefeito de Cascavel Jorge Lange está entre a cruz e a espada. Sem decolar nas pesquisas, amigos e correligionários não querem que ele seja candidato para evitar o desgaste político, pois se Jorge for candidato e fizer uma votação pequena, que é a tendência devido as graves denúncias que culminaram em sua exoneração da Secretária de Obras em Cascavel, ele pode perder força política na região.

O crescimento da candidatura do policial Madril e o apoio do prefeito Paranhos também as candidaturas de Adelino e Gugu Bueno deixam cada vez mais longe as chances de Lange, que, ao que tudo indica, terá uma dura decisão nos próximos dias. Sobram poucos votos na capital do oeste e como Lange não construiu base fora, o sonho fica mais distante. André Bueno, além dos votos em Cascavel, disse a este jornalista que tem base em mais de vinte municípios.

Após denúncia de fraude, prefeito de Catanduvas cancela licitação

O prefeito de Catanduvas Professor Moisés cancelou na tarde desta segunda-feira a abertura de envelopes do Pregão 03/2018 que estava previsto para hoje no oeste do Paraná. Após denúncia do jornal Agora Paraná sobre fortes indícios de direcionamento no processo licitatória que pretende contratar empresa de publicidade para cidade, o prefeito, tão logo tomou conhecimento, determinou o cancelamento da licitação e prometeu abrir um novo processo para que outras empresas possam participar com isonomia. Além disso, o prefeito também vai trocar o corpo técnico que vai julgar as peças publicitárias. 

Na noite deste domingo o Agora Paraná revelou que o processo licitatório 03/2018 da prefeitura de Catanduvas previa  a contratação de uma agência para produzir as propagandas da cidade no valor de até R$ 150 mil tem fortes indícios de direcionamento do certame. Com exclusividade a reportagem do Agora Paraná teve acesso ao edital que prevê no item 10.1.1.1 que a empresa comprove vínculo empregatício com pelo menos cinco profissionais como redator, diretor de arte, arte final, mídia, produção e atendimento, tornando o processo inviável para pequenas empresas, o que contraria a Lei 8.666/93 que dispõe sobre as licitações.

Reportagem descobriu empresa que venceria o certame um dia antes da entrega dos envelopes

A reportagem do Agora Paraná descobriu todo o esquema que estava montado para beneficiar uma empresa da cidade de Santa Helena, município próxima a Cascavel. O nome da empresa que iria ganhar a licitação foi revelada ao prefeito de Catanduvas que prometeu tomar todas as medidas necessárias para que tudo seja feito de forma transparente na próxima licitação e disse que repudia qualquer ato ilícito e vai toma as providências necessária com os responsáveis pelo fato.

Ministério Público abre investigação sobre “Caixa Preta” da Unioeste

O Ministério Público do Paraná abriu investigação para apurar possíveis atos de irregularidades e improbidade administrativa na Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioste). O processo tramita em segredo de justiça e por isso não pode ser divulgado o conteúdo da investigação.

Crise institucional

Recentes denúncias da imprensa local e estadual sobre os supersalários, indicações de deputados para cargos comissionados, enfermeiras fantasmas e a depilação a laser resultaram em uma crise institucional na gestão do reitor Cascá. Estudantes, corpo docente e a sociedade do oeste do Paraná cobram do reitor transparência e divulgação dos nomes dos servidores comissionados, funções e por quais deputados foram indicados.

25 deputados

Em recente entrevista ao jornalista Carlos Moraes da Catve, o reitor disse que atende a interesses de mais de 25 deputados, tornando a faculdade um cabide de emprego político, enquanto os amigos, amantes, namoradas de políticos recebem salários altos sem ter uma função definida, o Campus de Cascavel teve que demitir quase um terço das zeladoras da Universidade.

Licitação de agência de publicidade tem cartas marcadas em Catanduvas

O processo licitatório 03/2018 da prefeitura de Catanduvas que prevê a contratação de uma agência para produzir as propagandas da cidade no valor de até R$ 150 mil tem fortes indícios de direcionamento do certame.  Com exclusividade a reportagem do Agora Paraná teve acesso ao edital que prevê no item 10.1.1.1 que a empresa comprove vínculo empregatício com pelo menos cinco profissionais como redator, diretor de arte, arte final, mídia, produção e atendimento, tornando o processo inviável para pequenas empresas, o que contraria a Lei 8.666/93 que dispõe sobre as licitações.

Inexequível

Uma das empresas que disputa a licitação questionou a prefeitura sobre este item, já que par ter todos esses profissionais, a empresa teria uma folha de pagamento muito maior do que o edital renderia em 12 meses. Em resposta a pedidos de impugnação, a prefeitura informou que as medidas administrativas destas empresas não são problema do município.

Outro item questionado por empresas participantes é a comissão técnica que julgara a empresa vencedora. De acordo com o pedido de informações à prefeitura, o nomes dos julgadores não aparece no edital de licitação. Na mesma retificação, a prefeitura informou o nome dos julgadores do processo licitatório que ocorre nesta segunda-feira (7).

Não sabia?

Um deles é o jornalista Francis Ricardo Schley, que segundo o seu perfil nas redes sociais, é funcionário da Câmara dos Vereadores de Santa Helena. A reportagem do Agora Paraná entrou em contato com ele por telefone, que em primeiro momento disse desconhecer que faria parte da banca julgadora da licitação. Depois voltou atrás e disse que havia lembrado, mas não sabia que o processo seria aberta nesta segunda-feira. Questionado sobre quem o convidou para fazer parte da banca julgadora, Francis disse que foi alguém do município. Ele também não soube dizer a hora que os envelopes seriam entregues pelas empresas. Ele preferiu não responder mais perguntes por telefone e pediu que fosse enviado um email com os questionamentos, mas até o fechamento da reportagem não foram respondidos.

Outro Lado

O jornalista Francis enviou as respostas por email, conforme combinado. Segue a íntegra do conteúdo.

Conforme contato telefônico, estou reafirmando o que resumi e entendo que o trabalho jornalístico envolve estas situações, mas prezo por minha imagem, contanto que nunca fiz parte de nenhuma falcatrua. Não admito que me nome seja envolvido em quaisquer reportagem ou postagem que venha denegrir minha índole ou colocar em xeque minha profissão.

Espero que pelo respeito em responder o questionário, possamos manter bom relacionamento! Estou à disposição para diálogos posteriores.

 

1)Como estou em meu momento de descanso pós viagem,acabei não compreendendo do que se tratava inicialmente, mesmo porque o Sr. não deixou isso claro. Sei do processo, mas não das datas, amanhã não irei, mesmo porque para isso devo ser convocado para sessão específica de avaliação das peças.

 

2) Já participei de outros processos em municípios da região, pelo que recordo amanhã devem somente receber os envelopes do processo, pois a avaliação, no que compete a minha área, é julgada em sessão específica para isso, sem a presença de empresas, somente a comissão técnica se reúne para dar as notas.

 

3)Os profissionais da nossa área, por responsabilidade social, atuam neste tipo de necessidades dos municípios, se ninguém ajudasse como seria, não é? Mantemos uma rede de contatos entre os profissionais na região, foi assim que  acabaram me pedindo para ajudar...

 

 

Fantasmas, enfermeiras da Unioeste estudam medicina no Paraguai em horário de expediente

Se houvesse um livro de chamadas para as enfermeiras da Unioeste, seria fácil descobrir as boas profissionais, aquelas que dedicam suas vidas para salvar vidas e aquelas que estão lesando a sociedade e contribuindo para mortes dos cidadãos de Cascavel. O assunto é duro, constrangedor, mas precisa ser debatido. 

A reportagem do Agora Paraná teve acesso a alguns plantões de enfermeiras do HUOP e descobriu que algumas delas tem plantões de até 60 horas ininterruptas nos fins de semana. Por óbvio, elas não são encontradas no Hospital por todo esse período, mas podem ser facilmente encontradas dormindo no momento que deveriam estar de plantão.

 Estes plantões inusitados são para que elas possam estudar medicina em faculdades do Paraguai em horário de atendimento médico.  Outra ilegalidade é que por força da Lei, servidores públicos precisam pedir autorização quando precisarem sair do país, em horário de trabalho, dificilmente o pedido seria deferido. Tem dinheiro estadual e federal indo para o ralo. 

Nos corredores do hospital, os profissionais chamam essa fraude de máfia da enfermagem. Os bons enfermeiros acabam também sendo prejudicados, pois com a ausência das colegas que querem ser médicas, os que carregam o piano tem que trabalhar dobrado.

Em tempos de senso comum sobre a corrupção na política, encontramos também atos de corrupção e que geram mortes por profissionais que deveriam salvar vidas. A denúncia foi realizada para os órgãos competentes, que podem descobrir de forma simples, pois os rastros

da fraude são evidentes. Algumas das plantonistas de 60 horas ficaram com a consciência pesada e pediram transferência para o Hospital de Foz do Iguaçu,  argumentando que estão matriculadas no curso de medicina no país vizinho, pedido que por óbvio foi indeferido. A solicitação de transferência seria aceita apenas mediante permuta, ou seja, se outro profissional viesse para Cascavel para não haver prejuízo ao atendimento.

As fraudes que estão sendo expostas da Unioeste não tornam a Universidade menor. É por lá que a nova geração busca suas conquistas e todos queremos uma Unioste cada vez mais forte, mas para que isso aconteça é necessário que a caixa preta seja aberta e haja transparência tanto no caso dos supersalários, farra dos comissionados e das enfermeiras fantasmas.

Kaefer perde foro e será julgado em primeira instância por crimes como Formação de Quadrilha

A redução do alcance do foro privilegiado aos deputados e senadores decidido pelo Supremo Tribunal Federal  (STF) nesta semana afeta diretamente o deputado Alfredo Kaefer (PODEMOS).  Ele responde a pelo menos oito inquéritos e uma ação pena no STF, por crimes falimentares, contra o sistema financeiro, a ordem tributária, o patrimônio e a administração em geral. O deputado também responde um processo por formação de quadrilha.  

Kaefer que deve ter os processos remetidos à primeira instância após a mudança no foro privilegiado. Ele chegou a ser o deputado com o maior patrimônio declarado entre os 513 eleitos, com R$ 108,5 milhões. Kaefer é suspeito de dar calote em credores e fazer manobras contábeis no patrimônio familiar com o objetivo de salvar bens empenhados em execução judicial.

Em entrevista à rádio Cbn Curitiba, ele disse que sempre defendeu o fim do foro. E que seus processos não são por conta do mandato e sim por atividades empresariais e que está tranquilo porque seus processos serão julgados como de qualquer cidadão comum.