Oswaldo Eustáquio
EXCLUSIVO: "Lange e Dillenburg autorizaram obra irregular do Morumbi", revela áudio de fiscal

Em depoimento da Comissão de Viação, Obras Públicas e Urbanismo da Câmara de Vereadores de Cascavel, os engenheiros Marcos Roberto de Almeida e UlyssesAfonso Zaros, fiscais responsáveis pela obra do Morumbi, disseram aos vereadores que o vice-prefeito e então secretário de Obras Jorge Lange e o ex-secretário de Planejamento, José Fernando Dillenburg autorizaram a troca irregular de material na obra do Parque do Morumbi. 

Lange e Dillenburg negam que autorizaram, mas defendem explicitamente a troca. Eles alegam que o concreto no lugar de ARMCO, material licitado, vai gerar uma economia aos cofres públicos, no entanto, a Lei 8.666 diz que a utilização de material diferente, seja em quantidade ou qualidade pode ser considerato ato de improbidade adminitrativa sob pena de multa e até seis anos de cadeia. 

O áudio será disponibilizado pelas redes sociais com exclusividade pelo Agora Paraná. O material é público e foi solicitado de forma oficial à Câmara de Cascavel. 

"Cascavel está na contramão do Brasil", diz vice-prefeito

O vice-prefeito de Cascavel Jorge Lange disse em entrevista a Catve na tarde de hoje que Cascavel está na contramão do Brasil. O secretário disse que na questão do Morumbi, eles queriam fazer uma economia de cerca de R$ 200 mil ao erário na obra de cerca de R$ 1,8 milhões referenes aos três bueiros no Morumbi. Pouco antes em uma coletiva de imprensa, Lange disse que a troca irregular do material licitado sem aditivo, não é legal, mas é comum.

A cidade de Cascavel, que tem a quinta maior economia do Paraná, está prestes a virar notícia nacional pelos depoimentos folclóricos. 

"Não é legal, mas é comum",diz vice-prefeito de Cascavel sobre fraude no Morumbi
Reprodução Programa Em OFF, CATVE

O vice-prefeito de Cascavel jorge Lange disse em coletiva de imprensa realizada na manhã desta segunda-feira (19) na Câmara de Vereadores de Cascavel que a troca de material sem devida autorização não é legal, mas é comum que as empresas se adiantem para poder cumprir o prazo. A justificativa foi baseada, segundo Lange, depois de conversas com pessoas que fazem obras públicas e para cumprir os prazos quase nunca uma empresa espera o aditivo ficar pronto quando já existe um entendimento sobre o caso.

A pérola do vice-prefeito de Cascavel foi endoçada pelo ex-secretario de Planejamento de Cascavel, José Fernando Dillenburg. Ele disse aos jornalistas de Cascavel que é errado, mas Cascavel é a única cidade do Brasil que economizar 200 mil é crime e que não consegue entender porque temos a Lava Jato porque em Cascavel está sendo acusado de economizar. A economia foi contestada por um Doutor da Universidade Federal do Paraná que disse que o ARMO STACO tem uma tecnologia agregada. Dillenburg disse que o "pretenso professor falou besteira, referindo-se ao douor da UFPR.

A economia pretendida por Dilenburg vai na contramão da Lei 8.666, que dispõe sobre as licitações que em seu artigo 96 diz com clareza que a substituição seja em quantidade ou qualidade de materiais licitados caracteriza crime contra o patrimônia com pena de até seis anos de cadeia. A troca até poderia ter sido feita, também de acorco com a Lei 8.666, desde que houvesse um aditivo de supressão, o que não ocorreu. Este aditivo chegou a ser solicitado pela empresa Contersolo ao então secretário de obras, Jorge Lange, no entanto, como já foi mostrado pelo Agora Paraná, a justificativa foi fraudulenta. A empresa mentiu dizendo que o ARMCO só chegaria em Cascavel em 60 dias, no entanto, documentos mostrados em primeira mão pelo Agora Paraná mostram que a empresa emitiu um orçamento informando que em até 30 dias o material chegaria na cidade. 

Insatisfeitos, secretários de Paranhos comparam a atual gestão com o governo Lisias Tomé

Dois secretários do governo municipal de Cascavel disseram a reportagem do Agora Paraná que a impetuosidade da chefia de gabinete de Paranhos pode esvaziar o governo. Ao menos esses dois já chegaram a limpar as gavetas e contaram que tem mais dois que estão com o mesmo pensamento. A saída de um deles já foi adiantada pelo blog do Luizinho Nardelli, da Catve. Uma importante médica da Secretaria disse que não aguenta mais a pressão do Paço.  A insatisfação desses quatro secretários que avaliam deixar o governo, somado a exoneração de Lange, Berté e Dillenburg trazem o governo uma crise política sem igual. Uma força tarefa está sendo realizada para manter os secretários insatisfeitos. Para que isso aconteça é necessário que haja habilidade política e reconhecimento com aqueles que venceram a eleição com o prefeito. A principal queixa é que Paranhos tem dado mais espaço para os inimigos do que para os aliados. 

Há vagas

O esvaziamento do governo em meio a crise iniciada pela investigação do Ministério Público; no caso do Morumbi e as vésperas da articulação de um CPI, fazem os secretários e vereadores lembrarem do governo Lisias Tomé. A recusa de Lauri Silva para assumir a chefia de gabinete de Paranhos remete a esse tempo.

Dessa forma. Mandem os currículos, pois há vagas para secretários. 

Vereador vai pedir abertura de CPI do Eco Park nesta quarta

O vereador Serginho Ribeiro (PPL) tem reunião agendada para esta quarta-feira (14) com o presidente da Câmara de Vereadores de Cascavel, Gugu Bueno para tratar sobre a CPI DO Eco Park. Em entrevista exclusiva ao Agora Paraná, Serginho garantiu que já tem a sinalização das sete assinaturas para abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito. 

O vereador disse que o dinheiro público não pode ir para o ralo  e a Câmara de Vereadores de Cascavel não ode se furtar neste caso."Nós queremos investigar a fundo os envolvidos . Queremos saber se algum diretor, engenheiro ou secretário se furtou de fiscalizar a obra.", disse. 

Segundo ele, a CPI tem força para investigar o que for preciso, inclusive para afastar da função pública aqueles que estiverm envolvidos no maior escândo de de fraude do governo Paranhos.

O Ministério Público do Paraná também abriu procedimento para investigar o caso que derrubou três secretários da prefeitura. A empresa Contersolo, responsável por um contrado do PDI/BID de R$ 16,9 milhões utilizou material inferior na construção do bueiro da Rua Europa, no bairro Morumbi. Eles utilizaram concreto, no lugar de ARMCO STACO, material licitado.

R$ 1,8 milhão

O material mais barato colocado na obra fez com que a empresa não precisasse desembolsar R$ 600 mil. Como são três bueiros, a fraude poderia chegar a R$ 1,8 milhão, se não fosse a intervenção do secretário do meio Ambiente, Juarez Berté que não assinou a autorização da troca.

Berté vai contar tudo

Mesmo servindo como um guardião do dinheiro público, a recompensa de Berté foi a exoneração pela imprensa. Ele vai depor nesta quinta-feira (15) na Câmara dos Vereadores e prometeu contar tudo. 

Vereador vai pedir abertura de CPI do Eco Park nesta quarta

O vereador Serginho Ribeiro (PPL) tem reunião agendada para esta quarta-feira (14) com o presidente da Câmara de Vereadores de Cascavel, Gugu Bueno para tratar sobre a CPI DO Eco Park. Em entrevista exclusiva ao Agora Paraná, Serginho garantiu que já tem a sinalização das sete assinaturas para abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito. 

O vereador disse que o dinheiro público não pode ir para o ralo  e a Câmara de Vereadores de Cascavel não ode se furtar neste caso."Nós queremos investigar a fundo os envolvidos . Queremos saber se algum diretor, engenheiro ou secretário se furtou de fiscalizar a obra.", disse. 

Segundo ele, a CPI tem força para investigar o que for preciso, inclusive para afastar da função pública aqueles que estiverm envolvidos no maior escândo de de fraude do governo Paranhos.

O Ministério Público do Paraná também abriu procedimento para investigar o caso que derrubou três secretários da prefeitura. A empresa Contersolo, responsável por um contrado do PDI/BID de R$ 16,9 milhões utilizou material inferior na construção do bueiro da Rua Europa, no bairro Morumbi. Eles utilizaram concreto, no lugar de ARMCO STACO, material licitado.

R$ 1,8 milhão

O material mais barato colocado na obra fez com que a empresa não precisasse desembolsar R$ 600 mil. Como são três bueiros, a fraude poderia chegar a R$ 1,8 milhão, se não fosse a intervenção do secretário do meio Ambiente, Juarez Berté que não assinou a autorização da troca.

Berté vai contar tudo

Mesmo servindo como um guardião do dinheiro público, a recompensa de Berté foi a exoneração pela imprensa. Ele vai depor nesta quinta-feira (15) na Câmara dos Vereadores e prometeu contar tudo. 

“Governo Paranhos está com Hemorragia”, diz Cantini

“Governo Paranhos está com Hemorragia”, diz Cantini

O comentarista político da rádio CBN de Cascavel Valdomiro Cantini disse em seu comentário na manhã desta segunda-feira (12) que o governo Paranhos está com hemorragia. A frase foi dita porque Paranhos exonerou o secretário do Meio Ambiente Juarez Berté para que o governo não ficasse sangrando. A estratégia foi errada, segundo Cantini, que acompanha a política cascavelense há anos.

Ele comparou esta atitude de Paranhos com a demissão de um médico por Edgar Bueno quando ambos perderam a eleição para Lisias Tomé culminando em desgaste descomunal criando um caos político na cidade.

Veja o comentário na íntegra

https://www.cbncascavel.com.br/prefeito-quem-pariu-mateus-que-o-embale/

A crise política em Cascavel é uma tragédia anunciada.

A inabilidade de Diego Gomes, homem forte e braço direito de Paranhos contribuiu para que um pequeno problema se tornasse um furacão devastador. A impetuosidade natural da juventude atrapalhou o processo com o secretário Juarez Berté. Nos bastidores, vereadores insatisfeitos com o atendimento do jovem assessor, contaram ao Agora Paraná que brincadeiras infantis, ofensas gratuitas, acabam irritando a base. Um governo que trata os inimigos a pão de ló e desdém os capitães da guerra, não perduram muito tempo. 

E tornam o processo perigoso.  Diego chegou a ser afastado de governo no ano passado, para resolver processos que tornaram sua empresa inidônea junto ao poder público. Nesse período, melhorou o trato, mas depois que voltou ao governo, segundo vereadores, irritou a base novamente com deboches e difícil trato. Um deles disse a reportagem que foi o “Corcunda que fez Esparta perder a guerra”. E o respeito é uma moeda de troca. 

A crise política instaurada em Cascavel é uma tragédia anunciada. Há exatos cinco meses, quando este jornal começou a noticiar a fraude do Morumbi, tudo isso poderia ter sido estancado de forma simples e legal. Dava tempo de fabricar cinco vezes o ARMCO STACO, material licitado que chega em Cascavel em 30 dias após o faturamento do material.

Era simples. O primeiro escândalo de fraude do governo Paranhos explodiu em meio a briga de três secretários. Dois deles querem a todo custo que a fraude permaneça enterrada no bairro Morumbi, em Cascavel. Para o outro, guardar o sagrado dinheiro público custou a demissão pela imprensa. Quem apanha não esquece. Este, abriu mão de ser vice do governo e foi um dos que comandou a arrecadação da campanha vitoriosa de Paranhos.

Aqueles que lutaram lado a lado para derrubar um grupo no poder há 12 anos, hoje lutam entre si. O grupo de Edgar Bueno, não precisou levantar um dedo, a guerra foi no arraial que há pouco mais de um ano saboreava a vitória de um Silva. Isso mesmo. Paranhos é Silva. Leonaldo Paranhos da Silva. Nome simples. De gente que saiu lá de baixo e chegou a principal cadeira de Cascavel. Um homem vencedor. Inteligente. Mas todo homem inteligente, erra. E as vezes os erros são primários

Vice-prefeito de Cascavel pode ter mandato cassado por fraude em obra milionária

O vice-prefeito de Cascavel Jorge Lange, afastado da secretária de obras dois dias depois do Ministério Público começar a investigar a troca irregular de material na obra do Parque Linear do Morumbi pode ter seu mandato cassado pela Câmara de Vereadores de Cascavel. 

A Comissão de Viação, Obras Públicas e Urbanismo da Câmara de Vereadores de Cascavel ouviu os dois engenheiros fiscais responsáveis pela obra. Eles confirmaram aos três vereadores que fazem parte da comissão que já haviam sido alertados pelo Tribunal de Contas do Paraná que a troca foi irregular e que sofreriam sansões pelo órgão. A troca seria possível, e dentro da Lei, caso houvesse um aditivo de supressão, mas a troca foi feita sem o aditivo, portanto, fora da Lei. O clima é tenso na cidade e os três principais secretários do governo Paranhos caíram dois dias depois do início da investigação do Ministério Público. O grupo de vereadores que apoia Paranhos na Câmara chegou a pedir a permanência do secretário Juarez Berté, que bateu o pé e não deixou que a fraude prosseguisse. 

Os engenheiros Marcos Roberto de Almeida e Ulysses Afonso Zaros confirmaram à Comissão que o vice-prefeito e ex-secretário de Obras Jorge Lange e José Fernando Dillenburg, ex-secretáro de planejamento autorizaram a troca de material, mesmo sem o aditivo. Segundo eles, a obra continou devido a um documento assinado pela SEPLAN e pela autorização verbal de Lange e Dillenburg. Diante desta confirmação que a fraude foi autorizada pelos secretários, mesmo que de forma verbal, o vice-prefeito de Cascavel, Jorge Lange pode ter que enfrentar uma CEI na Câmara de Cascavel, pois se for comprovada a autorização dos secretários, eles podem ser enquadrados no artigo 96 da Lei 8.666, que informa que a substituição de material, seja em quantidade ou qualidade diferente do contratado pode gerar multa, improbidade administrativa e prisão de três a seis anos. 

O vereador Rômulo Quintino, presidente da Comissão disse ao Agora Paraná que diante das novas informações dos engenheiros a possibilidade de algum vereador ou cidadão entrar com pedido de cassação de Lange é grande. 

A empresa Contersolo, tentou legalizar a troca com um pedido de aditivo, posterior ao serviço executado. A justificativa para troca também é fraudulenta. Documentos obtidos com exclusividade pelo Agora Paraná revelam que a empresa enviou o ofício 62425 para secretária de Obras de Cascavel solicitando a troca do material licitado, ARMCO STACO por concreto. A justificativa para troca seria o fato da empresa fabricante demorar 60 dias para entregar o material, fato que foi desmentido pelos documentos que comprovam pela proposta 56670 enviada pela ARMCO à Contersolo informando que no prazo de 30 dias o material poderia ser entregue em Cascavel. 

 

Possível Fraude em obra milionária derruba dois secretários do Governo Paranhos

A possível fraude na Obra do Parque Linear do Morumbi , que está sendo construída com recursos do BID de 16,9 milhões fez com que os dois secretários mais fortes do governo Paranhos pedissem exoneração nesta quinta-feira (8).  A utilização de material inferior e mais barato do que o contratado está sendo investigada pelo Ministério Público do Paraná.

Os secretários Jorge Lange e José Fernando Dillenburg deixaram o governo debaixo de muita pressão, dois dias depois da investigação do MPPR ter vindo a público e após o depoimento dos engenheiros fiscais da obra à Câmara de Cascavel afirmando que os secretários sabiam da troca irregular.

"Eles sabiam", disseram os fiscais sobre Lange e Dillenburg

Em depoimento à Comissão de Viação, Obras Públicas e Urbanismo da Câmara de Vereadores de Cascavel, os engenheiros Ulysses Afonso Zaros e Moarcos Roberto de Almeida informaram que a troca irregular foi autorizada pelos secretários Lange e Dillenburg de forma verbal, por isso eles autorizaram a obra. A informação foi confirmada pelo presidente da Comissão, vereador Rômulo Quintino. A reportagem do Agora Paraná já havia conversado com Ulysses no ano passado enquanto ele estava de férias em Paris, França.  

A reportagem do Agora Paraná já havia mostrado com exclusividade um documento assinado pelo secretário Fernando Dillenburg autorizando a troca. Este documento foi utilizado pela própria empresa Contersolo, responsável pela obra para tentar receber os valores na justiça. No entanto, o prefeito Paranhos alega que este documento apenas serviu para tramitar o processo e não teria poder para execução

Comissão da prefeitura irá investigar o caso

O jogo de empurra está prestes a ter uma definição. Isso porque Paranhos determinou a abertura de um procedimento administrativo para apurar a polêmica troca de material na obra milionária do Morumbi.

"Isso ocorreu sem a autorização do prefeito. Se houve alguma irregularidade, ou se houve alguém que autorizou, a comissão vai apontar", afirmou o secretário de planejamento Edson Zorek. A Comissão vai investigar se a decisão pela troca do material realmente foi dos secretários Lange e Dillenburg.  A comissão deve ouvir os engenheiros que foram ouvidos essa semana na Câmara e já admitiram que os secretários sabiam da troca que foi feita sem aditivo.

Guardião do Dinheiro Público

O secretário do Meio Ambiente Juarez Berté foi quem colocou a boca no trombone e não deixou o processo andar. Berté chegou a alegar que não compactuaria com uma fraude e que a troca contraria de forma explícita a Lei das Licitações. Após essas declarações, o ex-secretário José Fernando Dillenburg ficou magoado com Berté e disse que vai buscar essas declarações e se seus advogados acharem prudente deve processar o secretário do Meio Ambiente.

Improbidade e prisão

O artigo 96 da Lei 8.666 reza que fraudar, em prejuízo da Fazenda Pública, licitação alterando substância, qualidade ou quantidade do material fornecido pode ser considerado ato de improbidade administrativa sob pena de multa e de três a seis anos de prisão para os envolvidos. A lei é clara e comprova que houve fraude na troca de material, resta apenas saber quem autorizou ou participou deste processo, já que que outras empresas que participaram da licitação foram seriam prejudicadas se a troca fosse permitida, sem um aditivo de supressão. A própria lei das licitações prevê a possibilidade de troca de material quando houver uma justificativa, mas a reportagem do Agora Paraná trouxe com exclusividade mostram que a empresa mentiu de forma explícita para pleitear a troca, e pior, a realizou sem autorização prévia do prefeito e da secretária do Meio Ambiente, pasta ordenadora da Obra. 

 

Sem Justificativa

A empresa Contersolo tentou ludibriar a justiça de Cascavel ajuizando um processo na justiça solicitando

Em ofício enviado pela empresa ao secretário de Obras de Cascavel, Jorge Lange, a empresa solicita a troca do material previsto para a obra, que seriam de tubos de ARMCO STACO por tubos de concreto nas Ruas Europa, Corbélia e São Roque.

A justificativa, de acordo com o documento púbico é de que o fornecedor do ARMCO STACO, levaria 60 dias para entregar o material e isso poderia atrasar as obras.No entanto, a reportagem obteve com exclusividade, a proposta 56670 da empresa ARMCO STACO para Contersolo, afirmando que em 30 dias após o pedido, o material seria entregue na cidade de Cascavel.

 Este fato prova que o argumento utilizado pela empresa para a troca de material não é verdadeiro, causando grave dano ao erário, tanto financeiro, na casa de R$ 687 mil, valores que a empresa deveria pagar pelos tubos, além do prejuízo ao cidadão, que não pode utilizar a estrutura pela demora da obra causada pela empresa.

A reportagem do Agora Paraná também entrou em contato com a empresa ARMCO STACO, que está no mercado há 100 anos no Brasil. Com exclusividade, a empresa informou que tanto no dia do envio da proposta, 24 de abril de 2017, quanto hoje, o prazo de entrega é de 30 dias, podendo entregar até antes. Dessa forma, de acordo com o contrato 073/2017, pode ser até rompido com a empresa por má fé da contratada. Existe uma cláusula que prevê o destrato nesses casos.

Lange e Dillenburg prometem processar jornalistas

A reportagem conversou com o ex-secretário de Obras Jorge Lange que disse que vai se dedicar a processar os jornalistas e todas as pessoas que repercutiram este caso. Dillenburg disse ao EPC, que também deve processar todo mundo que falar sobre o caso