Oswaldo Eustáquio
Dillenburg autorizou fraude em obra milionária em Cascavel

Documentos obtidos com exclusividade pelo Agora Paraná mostram que a autorização para obra fraudulenta foi assinada pelo secretário José Fernando Dillenburg. Assintura e carimbo. A obra milionária do parque linear do Morumbi, que prevê recursos de R$ 16,9 milhões do BID foi parar na Vara da Fazenda Pública de Cascavel. A empresa Contersolo, que já recebeu quase R$ 5 milhões deste dinheiro, entrou na justiça contra a prefeitura de Cascavel para manter a obra irregular.

Em novembro do ano passado, o Agora Paraná denunciou que a empresa utilizou material inferior ao licitado, causando grave dano ao erário no contrato 073/2017.  O prefeito de Cascavel Leonaldo Paranhos não assinou a autorização da troca irregular. O secretário do meio Ambiente Juarez Berté também não assinou o pedido e quando foi ouvido pela reportagem, em novembro de 2017, disse que não o fez para não violar a Lei 8.666, que dispõe sobre as licitações.

Com exclusividade a reportagem do Agora Paraná teve acesso a um documento, utilizado pela empresa Contersolo também na justiça, que revela que a utilização de material inferior que causou mais de R$ 500 mil em prejuízo ao erário, foi autorizada pelo secretário Fernando Dillenburg. Com essa informação, a empresa Contersolo, busca uma liminar na justiça para manter a obra em desacordo com a licitação.O processo 0043256-16.2017.8.16.0021que que corre na Vara da Fazenda Pública de Cascavel está em segredo de justiça por isso não se pode revelar detalhes que fariam facilmente dois secretários cairem em um final de semana.

O documento apresentado a justiça pela Contersolo revela também que o vice-prefeito de Cascavel Jorge Lange tinha conhecimento da fraude. Pois o documento tramita nas pastas dois secretários e a obra só foi impedida de continuar de forma irregular porque não teve a assinatura do secretário do meio ambiente, Juarez Berté, que disse na época que deixaria o cargo, mas não assinaria o pedido irregular. Foi com base neste documento que a empresa Contersolo executou a obra em concreto, substituindo o ARMCO, material que sairia meio milhão mais caro e estava previsto em contrato. 

A denúncia também já chegou ao BID e ao Ministério Público do Paraná. Caso não haja uma solução, Dillemburg pode colocar em risco as obras da Avenida Tancredo Neves, que faz parte do eixo de integração com a Avenida Brasil e Rio Branco, pois a obra da Tancredo também utiliza recursos do BID.

Procurado pelo Agora Paraná, o secretário Fernando Dillenburg não foi encontrado para comentar o caso. A reportagem entrou em contato pelo telefone celular do secretário.

A obra deveria ser feita com este material

Mas, na verdade, em prejuízo aos cofres públicos está desse jeito