Oswaldo Eustáquio
INVERNO CHEGOU COM NOITES MAIS GELADAS PARA FAMÍLIA ROQUE.

O inverno deste ano não está dando trégua para os irmãos Marquinhos e Marcelo Roque. Noites muito geladas estão previstas para os próximos dias. Enquanto Marquinhos está na iminência de perder o mandato por infidelidade partidária, e até mesmo uma condenação por nepotismo, seu irmão Marcelo Roque está tremendo de frio com o julgamento do RE Recurso Extraordinário marcado para o dia 14 de Junho no Supremo Tribunal Federal.
Depois de dois adiamentos causados pela prisão de Lula, a Ministra Carmen Lucia colocou na pauta do dia 14 próximo a votação do RE sobre a prescritibilidade de processos por improbidade administrativa. A dúvida que será dirimida pela corte é se os políticos corruptos que roubaram o dinheiro público tem que devolver o fruto do roubo ou se há prescrição deste crime. O artigo 37 da Constituição diz que é imprescritível.  A Advocacia Geral da União também ingressou no processo como parte interessada para fazer a defesa da imprescritibilidade, já que se os corruptos fossem perdoados, trará um prejuízo de R$ 300 bilhões ao erário. 

Entenda o caso
Para entender o caso, retornemos a agosto de 2.016. Estava na pauta de julgamento no Tribunal de Justiça do Paraná e já com voto do relator, desembargador Luciano Carrasco o processo sobre improbidade administrativa de Marcelo Roque. Três dias antes do julgamento, uma decisão do STF suspendeu todos os julgamentos de segundo grau, até que o Supremo decidisse sobre o processo do RE. Seja qual for o resultado, com esse julgamento abre-se a pauta para a continuidade dos julgamentos em segunda instância, o que é o caso de Marcelo Roque e o processo que ele foi condenado em primeira instância por enriquecimento ilícito.
Se for condenado em segunda instância, como prevê a jurisprudência, Marcelo Roque perde os direitos políticos por até nove anos.
 

Sem Arabori, Valter deverá se julgar impedido

Não poderá nem mesmo ser candidato nas próximas eleiçoes. E agora Hélio Arabori não é mais juiz, acabou a carreira preso por fazer parte de uma quadrilha que lesou mais de seis mil pescadores.  O então prefeito Mário Roque foi candidato em 2012 também sob judice, com cinco liminares frágeis concedidas por Arabori antes  de ser preso. Os temos mudaram.

 Com isso, Walter, deverá se julgar impedido pelas últimas postagens nas redes sociais com declaração fraternal à família Roque.

MP deve dar parecer sobre infidelidade de Marquinhos Roque nos próximos dias

Nos próximos dias o Ministério Público deverá se pronunciar sobre o processo de infidelidade partidária de Marquinhos Roque. Ao que tudo indica, as tintas serão carregadas. A ferro frio.