Política

Ex-deputado José Felinto afirma ser vítima de crime premeditado

Em 2015, o depoimento de Felinto, deputado entre 1991 e 1995, foi usado pela Procuradoria Geral da República para fundamentar o pedido de busca e apreensão de Eduardo Cunha
Ex-deputado José Felinto, atualmente presidente da Confederação Nacional dos Usuários de Transportes (Conut) (Foto: Divulgação)

Em entrevista exclusiva, o ex-deputado José Felinto, atualmente presidente da Confederação Nacional dos Usuários de Transportes (Conut), afirma que o acidente sofrido no início de setembro deste ano foi premeditado. De acordo com Felinto, na manhã do dia 5 de setembro, enquanto se dirigia para um reunião no Estado de São Paulo, uma moto o acompanhou durante vários quilômetros do trajeto, ocasionando suspeita.

“Especificamente no quilômetro 432 da Régis Bittencourt, próximo à Registro –SP, por volta das 8h20, percebi a tentativa de várias ultrapassagens de um motoqueiro que me seguia, em alta velocidade. Eu me lembro de um caminhão a minha frente e, em determinado momento, a moto se enfiou na minha pista. Para que eu não colidisse com o motoqueiro, joguei meu carro para a direita e ele capotou”, conta.

O ex-deputado ainda afirma ser vítima, junto à sua família, de diversas ameaças veladas, principalmente após o depoimento à Procuradoria Geral da República que fundamentou o pedido de busca e apreensão de Eduardo Cunha, na operação Lavo-Jato. “Meu filho, Otávio Felinto (vice-presidente da Conut) está nos Estados Unidos com toda sua família, inclusive meu neto, e está com muito medo de voltar ao Brasil, principalmente depois de tudo o que aconteceu em setembro e das ameaças que vivo sofrendo”, completou.

Após o acidente, José Felinto ficou internado em observação e teve esfoliações leves à moderadas. “Ninguém acredita que saí vivo, nem minha família. Estou ainda com as marcas do que aconteceu e tenho certeza que não era para sair vivo”, concluiu.