Política

Ministério Público investiga recebimento de diárias não comprovadas por Fernando Hallberg em Cascavel

A Farra das Diárias envolveu servidores públicos e pessoas sem vínculo com a prefeitura que receberam diárias e não prestaram contas nos anos de 2006 a 2008
Fernando Hallberg enfrenta inferno astral

O Ministério Público do Paraná investiga diárias recebidas pelo vereador Fernando Hallberg enquanto ele mantinha sua empresa encubada na Fundetec em Cascavel no governo do ex-prefeito Lísias Tomé.

O inquérito civil 0030.09.000020-6 investiga  a "Farra das Diárias"  provenientes de possíveis irregularidades nos pagamentos de despesas com viagens e diárias dentro do quadro do poder executivo de Cascavel entre os anos de 2005 e 2008.

O processo investiga agentes públicos que na época fizeram viagens internacionais com gastos superiores a R$ 200 mil em passagens internacionais, lavanderia, hospedagem, ligações internacionais e intercâmbio.

O inquérito investiga também valores recebidos por pessoas que não faziam parte do quadro da prefeitura que receberam diárias e não conseguiram comprovar o gasto do dinheiro público. Este é o caso de Fernando Hallberg, que atualmente ocupa uma cadeira de vereador na cidade de Cascavel. O valor recebido por ele não conseguiu ser comprovado pela auditória realizada.  

A Fundetec não pagava diárias, mas adiantava valores estimados para locomoção, , refeição e hospedagem. Após prestação de contas complementava o valor ou recebia devolução das "sobras" dos recursos adiantados.  A auditoria verificou várias situações nas quais havia apenas as ordens de pagamento, sem as respectivas comprovações, conforme folhas 423 e 424 do inquérito.

Como as irregularidades investigadas pelo Ministério Público sobre a Farra das Diárias remontam os anos de 2006 a 2008, diante do tempo transcorrido e a incidência de prescrição de crimes contra o patrimônio, restou ao vigilante Ministério Público, ancorado no resultado do julgamento do Recurso Extraordinário 852.475 que pacificou a imprescritibilidade da devolução do dinheiro ao erário, a emissão de um termo de ajustamento de conduta  para que cada beneficiário da ação,proceda a devolução dos valores recebidos indevidamente ao erário. Quem não quiser assinar o TAC, a reparação será buscada pelo MP pelo poder judiciário.

a pedra virou vidraça. Com tantas denúncias pesando sobre o vereador Fernando Hallberg, que recentemente foi denunciado pelo presidente da JCI Cascavel por ter recebido recursos públicos em sua empresa, a revista Aldeia, mesmo ocupando um cargo de vereador, a Câmara tem 90 dias para decidir sobre a cassação de Hallberg, que também recebeu recurso público em sua empresa Webgenium em 2014, sem prestar o serviço acordado em contrato.

Um servidor da Câmara alertou a empresa que isso poderia dar problemas com o MP e TCE, mas a crença na impunidade, ao que parece, prevaleceu neste caso que precisa ser desenterrado pela Câmara. A reportagem entrou em contato com o vereador Fernando Hallberg que preferiu não se pronunciar sobre o caso.