Política

O legado político da família Francischini rompeu as fronteiras do Paraná

Com 427.749 votos, o delegado Francischini se tornou o deputado estadual mais votado da história do Paraná. Ele resolveu deixar a Câmara Federal para se aproximar do eleitorado, pois não é segredo que o líder do PSL do Paraná, partido do presidente Jair Bolsonaro, quer ser o próximo prefeito de Curitiba.  O campeão de votos se tornou o elo político entre o presidente e o governador do Paraná.

Legado

O legado de Francischini em Brasília está sendo mantido pelo filho, Felipe, que já demonstrou ser um dos jovens deputados federais mais brilhantes da história do Congresso Nacional. Felipe Francichini praticamente decorou os artigos mais importantes do regimento interno da Câmara Federal e desmoralizou deputados de esquerda que tentavam atrapalhar a Reforma da Previdência na comissão mais importante da Casa, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), presidida por ele.  

A família Francishini foi a primeira a acreditar em Bolsonaro no estado do Paraná. Enquanto a maioria dos políticos achava loucura a eleição do atual presidente, Fernando Francischini apostou todas as fichas no improvável. Tanto que o único deputado do PSL no Paraná, na época, o cascavelense Adelino Ribeiro, deixou o partido, alegando que não ficaria no partido de Bolsonaro. Um erro que custou o mandato, Adelino fez mais de 30 mil votos no novo partido e ficou de fora, enquanto com pouco mais de dez mil votos, o Subtenente Everton conquistou uma cadeira na Assembleia Legislativa.

Com a votação expressiva e no comando da CCJ também na Assembleia Legislativa do Paraná, Francischini cravou o nome como um dos políticos mais importantes no cenário estadual e nacional. Ou seja, a reeleição de Ratinho, embora seja precoce falar do assunto, passa pelo núcleo do delegado que demonstrou ser mestre na arte da política.

Segurança Pública

Com a iminência da primeira baixa do Secretariado de Ratinho Júnior prestes a ser anunciada devido a um convite recebido pelo General Carbonell, que ocupa a Secretaria de Segurança Pública do Paraná, o quadro começa a se desenhar apenas para uma única e boa saída. Caso, realmente, seja confirmada a saída do general, a Sesp poderá ser comandada pelo Coronel Lee ou pelo Delegado Fernando, ambos deputados do PSL, eleitos na esteira da votação histórica de Francischini. Esse novo quadro trará tranquilidade para a Polícia Militar do Paraná. Dessa forma, o novo comando da Sesp está entre Umuarama e Cascavel.