Política

Policial Madril vai investigar fraudes em licitações em Cascavel

O combativo vereador Policial Madril, vice-presidente da Câmara Municipal de Cascavel, vai investigar as denúncias sobre superfaturamento e possível direcionamento das licitações da prefeitura de Cascavel.

Sobre a compra de bandeiras para o desfile cívico da cidade que estavam 200% mais caras do que foi pago no ano passado inclusive para a mesma empresa, o vereador deve requerer informações sobre este certame ao poder executivo.

“Analisamos o edital, as atas e acreditamos que o problema está no processo licitatório, porque somente uma empresa se habilitou, protocolou o envelope com a proposta mas não compareceu na licitação. Então estamos requerendo ao executivo esclarecimento sobre isso, para que a partir daí possamos fiscalizar”, disse Madril.

Entre os questionamentos o vereador quer saber se quando o setor de licitações percebeu o valor expressivo deste item na licitação, ou seja 200% mais caro que pago no ano passado e quase 300% mais caro que o valor de mercado, se não seria mais prudente declarar nulidade na licitação. O pedido oficial deve ser protocolado no dia 2 de agosto, na volta dos trabalhos da Casa de Leis em Cascavel.

Desde o início desta semana o núcleo de jornalismo investigativo do Agora Paraná comprovou por meio de documentos que empresas tem se mancomunado para lesar o erário e suas concorrentes ceifando a isonomia do processo. Um exemplo explícito foi na licitação milionária de uniformes, quando uma Indústria de Santa Tereza do Oeste, utilizou um CNPJ de microempresa para ganhar lotes destinados apenas a pequenas empresas, subvertendo os objetivos da Lei 10.520 e prejudicando de forma direta os pequenos empresários de Cascavel.

O gargalo nas licitações em Cascavel pode ser resolvido caso haja unificação dos orçamentos, ou seja, que o setor de licitações também esteja envolvido neste processo, pois os itens tem vindo com preços abusivos diretamente de suas secretárias, engessando o setor de licitações em Cascavel. A instalação de uma câmera de segurança na sala de espera, do setor de licitações, também deve inibir que as empresas mancomudadas, abram seus envelopes de preços pouco antes da licitação e coloque o preço mais adequado a situação, ou seja, se tiver vários participantes, coloca um preço menor, se tiver menos participantes, coloca o envelope com preço maior, isso quando não combinam entre sim para cada um ganhar um lote, pelo maior preço, trazendo assim grave lesão ao erário, situação que foi flagrada pelo Agora Paraná na cidade de Cascavel.