Geral

Professores de Ciências têm curso de formação em nanotecnologia

Professores de Ciências têm curso de formação em nanotecnologia na Universidade Tecnológica do Paraná (UTFPR) (Foto: Luiz Costa /SMCS)

A cor dourada do capim do Jalapão, cultivado no Cerrado brasileiro, no Tocantins, foi tema do curso sobre nanotecnologia oferecido a professores de Ciências das escolas municipal com turmas de 6º ao 9º ano. A formação com o professor de Física Arandi Ginane Bezerra Júnior, pós-doutor em Nanobiofotônica, foi na terça-feira (7/8), na Universidade Tecnológica do Paraná (UTFPR).

O objetivo do curso foi ampliar o repertório dos professores e incentivá-los a inovar em suas metodologias em sala de aula. Arandi apresentou ao grupo detalhes da pesquisa que ajudou a coordenar para explicar, a partir da nanotecnologia, o brilho metálico que a planta assume quando seca.

O capim dourado tem coloração semelhante ao ouro. O estudo revelou serem os flavonóides (produto do metabolismo de algumas moléculas encontradas em vegetais), associados à superfície lisa e brilhante da planta, os responsáveis pela cor. O estudo foi publicado na revista internacional Industrial Crops and Products e apresentada na Universidade de Oxford, na Inglaterra.

“Temos que ter em mente que fazer ciência é desvendar fenômenos a partir de equações, da física, da matemática, da observação e experimentação”, disse o especialista. “Muitos exploraram as características econômicas e ambientais da planta, mas ninguém havia pesquisado o porquê da cor que é tão admirada”, destacou Arandi.

Discutir nanotecnologia foi a quarta etapa do curso denominado Grupo de Estudos e Troca de Experiência, promovido pela equipe de Ciências da gerência de Currículo do Departamento de Ensino Fundamental da Secretaria Municipal da Educação.

Intercâmbio de ações

O objetivo da formação é atualizar e promover a discussão sobre temas relacionados à Ciência, ao ensino e à prática pedagógica de sala de aula. Também fomenta o intercâmbio de ações e trabalhos desenvolvidos pelo grupo nos anos finais do ensino fundamental.

“Buscamos despertar nos professores o desejo de trabalhar o fazer científico e de refletir sobre seu papel na divulgação da conhecimento científico”, explica Santina Célia Bordini, integrante da equipe da Gerência de Currículo da secretaria.

O professor de Ciências Ronnie Zanatta, das Escolas Municipais Caic Candido Portinari e Albert Schweitzer, ambas na CIC, participou do curso. Para ele, um dos principais desafios é desenvolver no estudante uma cultura científica. “São crianças e adolescentes com muita informação e acesso às tecnologias e que, porém, precisam compreender que Ciência não é um produto rápido, pronto, mas que tem contextos que influenciam no desenvolvimento dos fatos.”

Ouvir o relato do pós-doutor em Nanotecnologia, segundo Zanatta, também serviu para estimular a inovação na área. “Ele demonstrou como é possível fazer algo que nunca ninguém pensou e com isso fazer Ciência.”

Veredas Formativas 

O Grupo de Estudos e Troca de Experiência integra as ações do Veredas Formativas, novo programa de formação dos profissionais da Secretaria Municipal da Educação.

O programa oferece 210 ações em diferentes modalidades formativas com mais de 31 mil vagas em cursos, fóruns, trilhas pedagógicas, oficinas, seminários, especialização, convênios com mestrados e doutorados e intercâmbio pedagógico.

“O profissional da Educação opta, dentro da diversidade ofertada, por aquela que melhor contempla sua necessidade de formação, de acordo com o seu momento profissional, para melhor enriquecer o seu percurso”, diz a secretária municipal da Educação, Maria Sílvia Bacila.

O programa está vinculado à agenda 2030 da Organização das Nações Unidades (ONU), considerando os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável como fundamento das ações propostas. Todas as formações se fundamentam em ações para que a educação seja inclusiva, equitativa e de qualidade.