RMC

Richa cria Conselho de Transporte e confirma obras em terminais

(Foto: ANPr)

O governador Beto Richa autorizou nesta quinta-feira (08) a criação do Conselho de Transporte Coletivo da Região Metropolitana de Curitiba (RMC). O conselho reunirá representantes do Estado e de cada um dos municípios que participam da Rede Metropolitana de Transporte para discutir programas e ações voltados ao desenvolvimento do transporte coletivo.

Richa destacou que o conselho organizará o sistema de transporte de maneira mais participativa, num ambiente de debate e diálogo. “Estamos cumprindo nossa obrigação com muito diálogo, abrindo espaço para todos aqueles que querem contribuir com o Estado do Paraná”, disse. “O Conselho do Transporte Coletivo será mais um mecanismo para tornar melhor a vida dos paranaenses”, afirmou.

No encontro com prefeitos das cidades do entorno da capital, Richa autorizou também o início das obras de melhorias no transporte coletivo de 18 municípios e a implantação do Parque Ambiental de Piraquara. Os investimentos somam cerca de R$ 9 milhões. “São ações que certamente trarão mais conforte e qualidade de vida para a população”, destacou Richa.

O governador ressaltou que além das obras autorizadas para os terminais há intervenções urbanas em vários pontos da Região Metropolitana. Ele citou a duplicação da rodovia João Leopoldo Jacomel, em Piraquara, a revitalização da Estrada do Cerne e a retomada dos trabalhos na Rodovia da Uva. “Há obras em todos os cantos. O Paraná é o segundo estado do país em volume de investimentos”, afirmou.

CONSELHO - O Conselho de Transporte Coletivo da RMC será vinculado à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e composto pelas secretarias da Infraestrutura e Logística e da Fazenda, além da Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba (Comec) e por membros das prefeituras atendidas. “As reuniões serão mensais para a discussão de propostas para melhorias dos serviços desenvolvidos pelos órgãos relacionados ao sistema de transporte coletivo urbano e metropolitano”, explicou o secretário de Desenvolvimento Urbano, João Carlos Ortega.

O presidente da Comec, Omar Akel, destacou que com o conselho atuante a rede do transporte terá mais racionalização, segurança e padrão uniforme. “Temos hoje como exemplo os centros de controle operacional de transporte da Comec, da Urbs, de São José dos Pinhais e da Secretaria da Segurança Pública, mas precisamos ter tudo isso interligado para que as respostas sejam mais rápidas na questão de segurança e o planejamento das ações aconteça de maneira integrada”, disse.

Akel explicou que serão 19 prefeituras envolvidas e mais o Governo do Estado. Ele acrescentou que, como os sistemas não estão totalmente conectados, há necessidade de discutir em conjunto as soluções. “Vamos assessorar o Governo do Estado de maneira mais transparente, conhecendo a realidade de cada município trazida pelo seu representante, além da maior participação da população”, afirmou.

COMUNIDADE - Entre as atribuições do conselho está a promoção da participação da comunidade metropolitana na formulação de propostas para o marco regulatório do transporte coletivo da região para análise e implementação pelo Poder Executivo; o acompanhamento da implantação das políticas e ações do poder público nas áreas de transporte coletivo e mobilidade sugerindo seus ajustes.

As funções incluem ainda propor ao Executivo as normas e padrões de serviços relativos ao Sistema de Transporte de Passageiros da RMC, além de promover a integração das atividades e serviços desenvolvidos pelos órgãos e entidades direta ou indiretamente relacionados com o sistema de transporte coletivo urbano e metropolitano.

O prefeito de Fazenda Rio Grande e presidente da Associação dos Municípios da Região Metropolitana (Assomec), Márcio Wosniak, e o prefeito de Piraquara, Marcos Tesseroli, ressaltaram a importância da gestão compartilhada.

“O conselho vai trazer as pessoas certas para discutir os problemas do transporte coletivo. Vai ser muito mais organizado, principalmente para conhecermos a realidade, quanto custa, como funciona, e assim dividirmos as responsabilidades”, disse Wosniak. “Até agora, nem coadjuvantes éramos porque os contratos eram feitos em Curitiba, simplesmente tínhamos que cumprir. Vamos poder opinar e melhorar o transporte como um todo”, afirmou Tesseroli.